
Um menino em um livro que lia um livro. Não tinha nome não,isso já é coisa fútil.Nome é coisa de hipócrita.Depois quer ser chamado por apelidos mesmo...
Ele adorava suas revistinhas em quadrinhos japoneses. Sempre no meio da história, ou um pouco depois, a mocinha de rosto redondo, olhinhos puntuais,rostinho riscado e boca de melancia branca estava triste e confusa, diante do paradoxo da vida(que é a vida).
E daí? E daí que naqueles campos enormes, que eu duvido ter no Japão - onde já apelam para moradia subterrânea -havia uma árvore, uma pequena árvore. Ou grande, depende do ponto de vista. Com tronco fino, se permitia se dissipar em vários troncos, tendo uma copa muito grande.Grande, porém nada densa. Suas folhas são como a mais fina seda, variando entre o verde e o amarelo as folhinhas. E bate a brisa, e as folhas todas dançam, ao compasso do sopro, e geram uma grande sombra, mas com vários pontinhos, por onde a luz do sol ainda passa.Falei que sua folhagem não era densa.
Voltemos à menininha. Ela apoiava seu corpo pequeno, franzino, ao pequeno e primeiro tronco. Pensava em tudo e em nada. O sol já ia se despedindo quando ela se pegou acordada, na tranquilidade que a permitia respirar uma vez a cada 10 segundos, eu suponho.
E ela não se lembrara do que havia pensado nesse tempo todo, numa tarde.Talvez porque não havia pensado em nada, estava reluzida, cheia de um espectro cinza.E depois disso, ficou indiferente, fechou a cara e ficou olhando para o vazio.
Amanhecera de novo, e o espectro cinza ainda está com ela...O céu sempre estivera nublado, e abarrotado de nuvens escuras. Por um instante ela vira um sol, ao fundo ou à frente de um céu pintado de um profundo azul.
Semana que vem o menino tem que ir à banca...


