Há algum tempo, algo em específico vem me chamando a atenção. A imprensa brasileira (sem entrar na questão da manipulação e do interesse que todos nós já sabemos, e sem discutir se o que temos nessas terras tupiniquins pode realmente ser caracterizado como imprensa) vem noticiando que nosso ignorante, porém esperto (sim, estou convencido de que não é impossível ser ignorante e esperto simultaneamente) Presidente da Res-publica alcança a cada nova pesquisa de opinião pública índices cada vez mais altos de aprovação de seu governo (chegou a 84% de avaliação positiva). Nem a crise que assola nosso planeta (mas que graças aos colarinhos-brancos de Brasília chegou por essas bandas apenas como uma “marolinha”), foi capaz de tirar o sono de nosso presidente. E isso me faz pensar..
Não quero acreditar que tais pesquisas são forjadas ou algo do gênero. Também não tem cabimento pensar que as entidades competentes só perguntaram aos beneficiados do bolsa-família, ou algo do gênero. Seria cômodo chamá-lo de burro, ladrão e pinguço. Por isso ainda tento entender.
Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler (é, ele mesmo, aquele louco que matava comunistas, ciganos e judeus e que fundou o Partido Nacional-Socialista) a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação. Mas me enganei: nosso operário- presidente, com apenas nove dedos nas mãos, já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro (ou seria melhor dizer Raul Castro, se bem que está tudo em família mesmo) e para aquele ditador da Coréia do Note, cujo nome ainda não consegui decorar.
Mas Lula tem algumas vantagens sobre os dois ditadores: a primeira é que ele não é um ditador, e a segunda é que as pesquisas refletem verdadeiramente a opinião do povo, enquanto que em Cuba e na Coréia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos durante a ditadura lusitana:
SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai.
Esses mesmos números que me causam espanto me inquietam quanto ao seu cabimento. Não discordo que Lula tenha sido melhor que aquele outro ex-marxista que privatizou o país. Mas também desconheço os motivos que o colocam como um dos maiores líderes do século XXI, e o presidente detentor do maior índice de aprovação da história do país.
De qualquer forma, acho que jamais conseguirei entender (e talvez assim seja melhor).
