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Perguntas Ociosas

(Estamos com algo novo, depois de sete anos, em https://1castelo.wordpress.com/) ============================================================ Este blog possui o intuito de lhe mostrar um mundo interessantíssimo, por meio de histórias,criações,análises e críticas, nas suas mais diversas formas, criados por jovens que não estão aqui simplesmente para ficar formulando perguntas ociosas, previsões ou falando da vida alheia. O lugar virtual onde você possa pensar, essa é a intenção. Você vai se identificar de alguma forma. Saudações, Os sem castelo.
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Equilíbrio no Horizonte


Tudo passa, tudo passará. Mas, entre nós, como custa a passar... Eu tenho medo de não conseguir entender, aprender o que eu ainda não sei, pode não fazer sentido algum. E vem aquele arrepio, aquele aviso de perigo em você, de que você perdeu algo.



Aí eu reviro a mochila, nada. Reviro meu coração, com a minha ânsia e meu desespero, acabo despedaçando os pedaços... Onde está então? A ânsia é a mesma de ver algo quebrado, por você, acidentalmente só para e por você, e tentar consertá-lo, sem cola, mas com muita vontade. Depois de alguns arrepios e duas lágrimas, ele ainda não se consertou.


Ficar perdido, dar uma volta em si e não ver nada além da linha do horizonte, fazendo um círculo em você, você está preso. O que quer que você pense em fazer, não vai mudar em nada, você ainda está perdido, e o alívio de ser encontrado lhe parece cada vez mais distante, você está limpando suas lágrimas. Seu instinto diz para correr, seu coração para se sentar e chorar, cabeça entre as pernas.



O alívio, sim, o alívio. Quando você encontra o que achava que tinha perdido, ou alguém te retira da condição de perdido, e te faz o favor de pertencer a esse alguém, quando a dor cessa. Mas se o alívio tarda, o desespero grita. Com quem você quer conversar? Com quem? Se está triste por todos estarem rindo, por que quando alguém te leva a sério não o quer perto? E a sua essência?Por que a repentina tristeza na chuva? Por que a vê como o choro de uma ilusão doce e distante...?



A sua essência é tão pura que nem em dias de chuva se decifra, ou se deixa decifrar... Ouço esperança, nas sinfonias mudas das gotas aquáticas formando poças. Por fração de fração de segundo, respiro e esboço um sorriso. Basta olhar para as milhões de poças para expulsar sua esperança, e usar sua razão, que ilumina tudo, para ofuscar essa luz verde.


É como você vê o mundo, mas como ele te vê? Apenas mais um na lista de alguém que passou a tarde escrevendo, ou um ser único, com dons? Tão profundo quanto um som vindo do piano...tão vago quanto as reticências, que nada dizem... Amar sem confiar, esperar e não alcançar. Correr e não se mover, fechar os olhos... caçar até a caça não mostrar medo e te fazer de caça.Dormir satisfeito.







São pensamentos puros e confusos, de cartões postais de algum lugar deserto, que trouxe para você. Desejava que você estivesse aqui, melhores desejos.De repente percebi que de repente tudo se completa, fluindo docemente, sinfonia entre flores, um novo perfume.






"Ex aspectu nascitur amor"
Leia Mais 26 críticas | Por Dú Esperanco edit post

Espectro Cinza


Um menino em um livro que lia um livro. Não tinha nome não,isso já é coisa fútil.Nome é coisa de hipócrita.Depois quer ser chamado por apelidos mesmo...
Ele adorava suas revistinhas em quadrinhos japoneses. Sempre no meio da história, ou um pouco depois, a mocinha de rosto redondo, olhinhos puntuais,rostinho riscado e boca de melancia branca estava triste e confusa, diante do paradoxo da vida(que é a vida).
E daí? E daí que naqueles campos enormes, que eu duvido ter no Japão - onde já apelam para moradia subterrânea -havia uma árvore, uma pequena árvore. Ou grande, depende do ponto de vista. Com tronco fino, se permitia se dissipar em vários troncos, tendo uma copa muito grande.Grande, porém nada densa. Suas folhas são como a mais fina seda, variando entre o verde e o amarelo as folhinhas. E bate a brisa, e as folhas todas dançam, ao compasso do sopro, e geram uma grande sombra, mas com vários pontinhos, por onde a luz do sol ainda passa.Falei que sua folhagem não era densa.
Voltemos à menininha. Ela apoiava seu corpo pequeno, franzino, ao pequeno e primeiro tronco. Pensava em tudo e em nada. O sol já ia se despedindo quando ela se pegou acordada, na tranquilidade que a permitia respirar uma vez a cada 10 segundos, eu suponho.
E ela não se lembrara do que havia pensado nesse tempo todo, numa tarde.Talvez porque não havia pensado em nada, estava reluzida, cheia de um espectro cinza.E depois disso, ficou indiferente, fechou a cara e ficou olhando para o vazio.
Amanhecera de novo, e o espectro cinza ainda está com ela...O céu sempre estivera nublado, e abarrotado de nuvens escuras. Por um instante ela vira um sol, ao fundo ou à frente de um céu pintado de um profundo azul.





Semana que vem o menino tem que ir à banca...
Leia Mais 10 críticas | Por Dú Esperanco edit post
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Perguntas Ociosas

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      Uma equipe de jovens que possuem a ambição de mudar o mundo, ou a maneira de lidar com ele. Somos os sem castelo. Revolucionários, trovadores, barrocos, românticos, clássicos, realistas, naturalistas, parnasianos, simbolistas, impressionistas, modernistas, e por aí vai. Você pode se perguntar quem somos nós, afinal. Bem, isso parece, mas não é uma pergunta ociosa. Somos apenas os que assinam os posts, com assuntos atuais que correspondem aos anseios e esperanças do momento em que vivemos, e nosso esforço é para - simplesmente - fazer desse blog um lugar onde você possa pensar em tudo que você não ouve ou vê por aí. Logo, aqui é o lugar de quem gosta de pensar. Saudações, e dê-nos o prazer de voltar sempre...

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