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Perguntas Ociosas

Este blog possui o intuito de lhe mostrar um mundo interessantíssimo, por meio de histórias,criações,análises e críticas, nas suas mais diversas formas, criados por jovens que não estão aqui simplesmente para ficar formulando perguntas ociosas, previsões ou falando da vida alheia. O lugar virtual onde você possa pensar, essa é a intenção. Você vai se identificar de alguma forma. Saudações, Os sem castelo.

Um Artigo Conceituado


Decidi ficar planejando, por longos outubros e novembros, pensando, criando um conceito para o amor. Seu amor, meu amor, vosso amor. Mas não nosso. Há uma clara relação de poder, e a culta e cultuada linguagem de um artigo científico me ajudará a conceituar esse amor.

Se a linguagem não fala sem um escritor, um coração bate por si só... Egoísta ao extremo. É bem sabido que todo extremo é prejudicial, é mal sabido que o amor é o maior mal...
Como pedir para sofrer, pedir para sentir saudade, se esta não é a negação da existência, em sua condição mais própria e intrínseca?
Estar vazio... Qualquer coisa é melhor do que ficar vazio. Ledo engano. Quer se encher de mágoas? Não perceberá até chegar até a borda, e quando vires a gota d'água na iminência de lhe tocar, aí sim amaldiçoará todos os deuses pelo amor.
Um perfume te lembrará da entrega a que seu corpo foi submetido. Na maior passividade possível. Fremente você esteve.
Um desprezo lhe fará voltar à floresta. Um sorriso lhe fará correr pela floresta. Um beijo lhe fará deitar na floresta. A saudade lhe fará perceber que nunca houve floresta...

Flor da pele. Arrepio. Lágrima. Horizonte com fumaça, chuva sem vento, coração e alma. Oceano sideral após um abraço, roupas pretas e brancas escondendo um boletim de ocorrência por furto de coração, um sonho perfumado, a alegria por começar um jardim, a flor rejeitada, a contemplação da chuva.

Confesso - desmoralizado - que a linguagem culta de artigo não me ajuda em nada... Dizem que o coração pulsa em versos. Se assim me for permitido, a eles recorrerei:





Como pode a flor não amar o jardineiro?
Como pode este não cuidar do seu canteiro?
Como pude eu viver o ano inteiro?
Como seu sorriso me lembra de fevereiro?
Lembra que sou apenas um carteiro:
Tenho que lhe levar no peito, sem algum dinheiro:
Por você cantarei o mundo inteiro.
Temo por lembrar que ainda falta para janeiro,
E imagine fevereiro...
Mas prefiro assim:
Paciência do rubim,
Canto do serafim,
Presença do querubim,
Entrega da jasmim,
Seus sorrisos:
Finjo que é por mim.




Assim chego ao conciso
Conceito para o amor:
Nem riso, nem esplendor.
Se não cabe no peito
Não caberá em nenhum conceito:
Assim prometo e aceito.



Não há conceito, não há direção.
Há o sol, a lua, a ave, o telhado e a chuva.



Talvez o coração não goste de conceitos, não há tempo para isso.
Com certeza, ele existe. Talvez, ela resiste...
Talvez, outubro e novembro foram pouco tempo. Talvez se...





Começou a chover, onde ela está?



























Ex aspectu nascitur amor
Read More 23 críticas | Por Dú Esperanco edit post

O dia que ainda não terminou

Onze de setembro de 2001. Não é necessário muitos esforços para clarear a memória. Basta dizer que se trata do dia em que o maior império do Ocidente sucumbiu perante um punhado de loucos barbudos. Basta dizer que, a partir desse dia, o Aurélio teve que mudar sua definição para a palavra "improvável".

Antes, porém, sinto-me na necessidade de fazer uma ressalva: para pensar acerca dos atentados contra o Tio Sam é preciso deixar de lado as inúmeras teorias conspiratórias que rondam e temperam o assunto, ainda que se acredite parcialmente nelas, como é o caso de quem vos escreve. Mas isso pouco importa. O fato é que, desde então, os acontecimentos se sucederam de uma forma diferente. E eu posso explicar.

Desde a queda do Muro de Berlim, em 1989, os Estados Unidos passaram a controlar de forma mais incisiva as diretrizes de um mundo pós-Guerra Fria. A vitória do capitalismo perante o socialismo soviético só não foi unânime graças a Alá e seus seguidores. Estes sempre foram entraves, ameaças em potencial para as pretensões norte americanas. Mas declarar uma guerra, simplesmente, contra essas nações, não seria muito recomendado. Isso até setembro de 2001.

De lá para cá, o jogo mudou. Os atentados possibilitaram a Bush uma nova tática, agora totalmente justificável e necessária: a guerra contra o terror.

Foi então que o presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush, que se julgava presidente de toda a humanidade, pôde enfim dar vazão ao seu discurso. Presenciou seu álibi nascer no momento em que duas torres desmoronavam: atacar Iraque, Afeganistão e quem mais fosse preciso agora era uma obrigação.

A invasão do Afeganistão e a Guerra no Iraque (ordenadas por Deus, segundo Bush) só foram viabilizadas depois do fatídico Setembro 11. A democracia, que no nosso mundo foi sempre um lamentável mal-entendido, foi a desculpa lembrada por um político que fez questão de esquecê-la no momento da contagem dos votos da famigerada Califórnia de seu irmão, que concretizou sua vitória. As armas químicas e biológicas, outra desculpa esfarrapada, até hoje não foram encontradas. Mas os petro-dólares sim, podem apostar.

A ânsia de Bush em desestabilizar o Oriente Médio não surtiu muito efeito. Bin Laden continua enviando periodicamente seus vídeos, como um analista político caçoando da maior potência do mundo e de seus cidadãos-robôs. E os ameaçando, claro. O Iraque, este nem precisava de muito esforço para destruí-lo, visto que o próprio Saddam se encarregou da tarefa. A diferença é que os norte-americanos escolheram, por conta própria, terminar de afundar um barco que já estava afundando, mas não tiveram tempo de cair fora antes. Alguém duvida que os Estados Unidos perderam esta guerra?? Alguém duvida que o Iraque se tornou uma extensão de Guantánamo??

Talvez tivesse sido mais eficaz (e mais barato) para os americanos se estes tivessem arremessado calcinhas vermelhas e filmes eróticos em terras árabes. O impacto seria maior, e os resultados seriam outros, mais profundos e revolucionários, certamente.

Mas nem tudo são mísseis e bombas. A partir de 11 de setembro os estadunidenses entram em pânico até quando acaba a energia. O legado do medo e do terror, estes sim perdurarão por décadas, por gerações. Talvez a melhor prisão realmente seja aquela com 1000 janelas, e com certeza é nessa que eles estão encarcerados. Não que uma nação mereça acordar e ver aviões se chocando contra seus prédios. Mas eles plantaram, agora estão colhendo.
Read More 22 críticas | Por Renan edit post

14 Milhas Terrestres


Dessa vez não tenho dúvida. Dúvida alguma, dúvida nenhuma. Não recebi flores por engano, nem contemplei olhos d'água contra a luz. Muito menos fui elogiado desmerecidamente. Talvez tenha até lido odes e elegias, mas isso fica para outrem.


Como no Ano Novo alguém pode se destacar por sua originalidade - vestindo branco - ?Como alguém tem sua própria maquilagem em plena tarde de um dia de branco? Da mesma maneira, o preto e o branco são tão simples, tão cinema antigo, que se combinam somente em ti, em tuas vestes, em suas túnicas.


O vento e a falta de vento, o suor em oposição à maquilagem, o suor secando após descida, sentir por antecipação o gosto pesado da poeira. Ao prometer enganando, fez o bastante: enganou prometer.





Quem fui eu para lhe fazer prometer? E quem é você, para me fazer acreditar em algo real, em algo mortal?


Antes de ver o sol se pondo, e prevendo a noite ao fim das 7 milhas, me perguntei com que simplicidade aceita ser a inspiração de todos, sem dar notícia alguma, sem dar nenhuma notícia.Pois se eu lhe perguntasse, receberia um sorriso como resposta, o que me deixaria mais confuso ainda.






Sem fazer esforço algum para, depois de ser encontrada, sorrir. Sorrir.


O biscoito da sorte até me disse que um pequeno sorriso pode conter uma grande alegria.


E anos viram segundos, e minutos viram segundos. Nessa metamorfose, há uma poeira: estradas viram montanhas, borboletas e aves ficam invisíveis, para não falar que não estavam ali.


Surgem os símbolos, e se isso não é amor, foi você. Ser recebido depois de um milênio de silêncio, indo até a deusa, as expectativas já estavam implorando, humilhadas.


Deuses não descem do Olimpo por um mortal. Mas mortais não voam. Andam, correm ou pedalam até lá.Eles têm um coração. Mortais esses que, pelos livros são chamados de heróis, e por outros mortais, loucos.





Somos loucos pela vida, e pelas flores na estrada.


Loucos por elas, que, ignorando o anseio, não respondem nada.






Ex aspectu nascitur amor
Read More 24 críticas | Por Dú Esperanco edit post
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