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Perguntas Ociosas

(Estamos com algo novo, depois de sete anos, em https://1castelo.wordpress.com/) ============================================================ Este blog possui o intuito de lhe mostrar um mundo interessantíssimo, por meio de histórias,criações,análises e críticas, nas suas mais diversas formas, criados por jovens que não estão aqui simplesmente para ficar formulando perguntas ociosas, previsões ou falando da vida alheia. O lugar virtual onde você possa pensar, essa é a intenção. Você vai se identificar de alguma forma. Saudações, Os sem castelo.
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O Trabalho de um Gênio Incompreendido



Consagrado por grandes estudiosos e sociólogos como uma das obras mais importantes do Realismo, Dom Casmurro é uma narrativa subjetiva construída de maneira a inserir o leitor na trama.
Por se sentirem dessa maneira, porém, muitos se envolvem de tal forma à história, que se preocupam em analisar muito o seu clímax. O famoso enigma de Capitu, como ficou conhecida a suposta traição que atormentara Bento Santiago, foi amplamente discutida, defendida e questionada. Dessa maneira, porém, talvez uma outra questão de maior mérito do romance machadiano não tenha sido devidamente contemplada.
Trata-se da genialidade de Machado de Assis ao retratar, por meio do caráter das personagens, comportamentos sombrios do ser humano. Egocentrismo, , hipocrisia e inveja permeiam a obra, característica do realismo. Eles foram inseridos de uma maneira tão perspicaz que os sentimentos e as impressões das personagens se confundem com a história e até mesmo influenciam o entendimento do leitor.
Ao manusear o livro pela primeira vez, li o pequeno texto impresso na contracapa. Um pequeno quadrado continha algumas palavras que talvez até levassem um leitor desprevenido a adquirir o romance por acaso. Convidavam-no a descobrir a quem pertencia a verdade na história. Em outros termos, apelava para a pergunta repetida inúmeras vezes e até mesmo discutida em teses de pós-graduação: “Afinal, Capitu traiu ou não Bentinho?”.
Como ainda não caminhara pelas palavras machadianas, aceitei o convite e entrei, também, na história. Algo me conteve, porém, mais do que a simples ambição de responder a pergunta feita pela Editora Moderna para vender o livro. A impressão de estar assistindo ao que o protagonista descreve é constante. As maravilhosas descrições oferecidas por Machado permitem ao leitor quase ouvir o farfalhar das anáguas de Capitu, passear por entre os coqueiros de Mata Cavalos e sentir os dedos frios de Escobar. Outro fator que nos transporta para dentro do romance é a fala direta com o leitor, outra característica realista impressa nas páginas. Cada detalhe é minuciosamente colocado e conforme a história vai passando, sutilmente percebem-se as personalidades e as críticas à sociedade da época.
Nascido em uma família humilde e sem ter tido a oportunidade de estudar, Machado superou todas as adversidades e escreveu a narrativa mais bem construída do seu tempo. D. Casmurro atravessa gerações e antecede movimentos literários importantíssimos na arte da escrita com cores brasileiras.
Só nos resta reconhecer que Machado de Assis é de fundamental importância na Literatura Brasileira, marcando inclusive o início de um movimento literário, que foi o Realismo.Importante compreender também que nem sempre o que as editoras escrevem na contra capa é de fato o mais importante e discutível de uma obra.
Ler Dom Casmurro é como ser tragado para um infidável mar de emoções humanas trabalhadas de maneira genial por um dos maiores nomes da Literatura Brasileira.


Difficile est longum subito deponere amorem.
Leia Mais 18 críticas | Por Helena edit post

O que eu também não entendo

Sabe, nunca tive esse dom literário de escrever narrativas, crônicas ou poemas capazes de prender a atenção de um ser racional. Por isso me contento em tentar entender esse mundinho de traquinagens e traições chamado de política.

Há algum tempo, algo em específico vem me chamando a atenção. A imprensa brasileira (sem entrar na questão da manipulação e do interesse que todos nós já sabemos, e sem discutir se o que temos nessas terras tupiniquins pode realmente ser caracterizado como imprensa) vem noticiando que nosso ignorante, porém esperto (sim, estou convencido de que não é impossível ser ignorante e esperto simultaneamente) Presidente da Res-publica alcança a cada nova pesquisa de opinião pública índices cada vez mais altos de aprovação de seu governo (chegou a 84% de avaliação positiva). Nem a crise que assola nosso planeta (mas que graças aos colarinhos-brancos de Brasília chegou por essas bandas apenas como uma “marolinha”), foi capaz de tirar o sono de nosso presidente. E isso me faz pensar..

Não quero acreditar que tais pesquisas são forjadas ou algo do gênero. Também não tem cabimento pensar que as entidades competentes só perguntaram aos beneficiados do bolsa-família, ou algo do gênero. Seria cômodo chamá-lo de burro, ladrão e pinguço. Por isso ainda tento entender.

Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler (é, ele mesmo, aquele louco que matava comunistas, ciganos e judeus e que fundou o Partido Nacional-Socialista) a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação. Mas me enganei: nosso operário- presidente, com apenas nove dedos nas mãos, já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro (ou seria melhor dizer Raul Castro, se bem que está tudo em família mesmo) e para aquele ditador da Coréia do Note, cujo nome ainda não consegui decorar.

Mas Lula tem algumas vantagens sobre os dois ditadores: a primeira é que ele não é um ditador, e a segunda é que as pesquisas refletem verdadeiramente a opinião do povo, enquanto que em Cuba e na Coréia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos durante a ditadura lusitana:

SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai.

Esses mesmos números que me causam espanto me inquietam quanto ao seu cabimento. Não discordo que Lula tenha sido melhor que aquele outro ex-marxista que privatizou o país. Mas também desconheço os motivos que o colocam como um dos maiores líderes do século XXI, e o presidente detentor do maior índice de aprovação da história do país.

De qualquer forma, acho que jamais conseguirei entender (e talvez assim seja melhor).
Leia Mais 9 críticas | Por Os Sem Castelo edit post
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      Uma equipe de jovens que possuem a ambição de mudar o mundo, ou a maneira de lidar com ele. Somos os sem castelo. Revolucionários, trovadores, barrocos, românticos, clássicos, realistas, naturalistas, parnasianos, simbolistas, impressionistas, modernistas, e por aí vai. Você pode se perguntar quem somos nós, afinal. Bem, isso parece, mas não é uma pergunta ociosa. Somos apenas os que assinam os posts, com assuntos atuais que correspondem aos anseios e esperanças do momento em que vivemos, e nosso esforço é para - simplesmente - fazer desse blog um lugar onde você possa pensar em tudo que você não ouve ou vê por aí. Logo, aqui é o lugar de quem gosta de pensar. Saudações, e dê-nos o prazer de voltar sempre...

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