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Perguntas Ociosas

(Estamos com algo novo, depois de sete anos, em https://1castelo.wordpress.com/) ============================================================ Este blog possui o intuito de lhe mostrar um mundo interessantíssimo, por meio de histórias,criações,análises e críticas, nas suas mais diversas formas, criados por jovens que não estão aqui simplesmente para ficar formulando perguntas ociosas, previsões ou falando da vida alheia. O lugar virtual onde você possa pensar, essa é a intenção. Você vai se identificar de alguma forma. Saudações, Os sem castelo.
Mostrando postagens com marcador capitalismo. Mostrar todas as postagens
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Dívida externa. Ou não?

Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência indígena, sobre o pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Europeia.

Eis o discurso:

“Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a 'descobriram' há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram.
O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento.

Mas eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no 'Arquivo da Companhiadas Índias Ocidentais' que, somente entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.
Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!
Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.
Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização europeia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas.

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indenização por perdas e danos. Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.

Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos? Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo. Este quadro corrobora a afirmação do liberal Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.
Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, concedendo-lhes 200 anos de bônus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, concluímos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue? Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas. Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação de dívida histórica."

Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira Dívida Externa.
Leia Mais 15 críticas | Por Renan edit post

O dia que ainda não terminou

Onze de setembro de 2001. Não é necessário muitos esforços para clarear a memória. Basta dizer que se trata do dia em que o maior império do Ocidente sucumbiu perante um punhado de loucos barbudos. Basta dizer que, a partir desse dia, o Aurélio teve que mudar sua definição para a palavra "improvável".

Antes, porém, sinto-me na necessidade de fazer uma ressalva: para pensar acerca dos atentados contra o Tio Sam é preciso deixar de lado as inúmeras teorias conspiratórias que rondam e temperam o assunto, ainda que se acredite parcialmente nelas, como é o caso de quem vos escreve. Mas isso pouco importa. O fato é que, desde então, os acontecimentos se sucederam de uma forma diferente. E eu posso explicar.

Desde a queda do Muro de Berlim, em 1989, os Estados Unidos passaram a controlar de forma mais incisiva as diretrizes de um mundo pós-Guerra Fria. A vitória do capitalismo perante o socialismo soviético só não foi unânime graças a Alá e seus seguidores. Estes sempre foram entraves, ameaças em potencial para as pretensões norte americanas. Mas declarar uma guerra, simplesmente, contra essas nações, não seria muito recomendado. Isso até setembro de 2001.

De lá para cá, o jogo mudou. Os atentados possibilitaram a Bush uma nova tática, agora totalmente justificável e necessária: a guerra contra o terror.

Foi então que o presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush, que se julgava presidente de toda a humanidade, pôde enfim dar vazão ao seu discurso. Presenciou seu álibi nascer no momento em que duas torres desmoronavam: atacar Iraque, Afeganistão e quem mais fosse preciso agora era uma obrigação.

A invasão do Afeganistão e a Guerra no Iraque (ordenadas por Deus, segundo Bush) só foram viabilizadas depois do fatídico Setembro 11. A democracia, que no nosso mundo foi sempre um lamentável mal-entendido, foi a desculpa lembrada por um político que fez questão de esquecê-la no momento da contagem dos votos da famigerada Califórnia de seu irmão, que concretizou sua vitória. As armas químicas e biológicas, outra desculpa esfarrapada, até hoje não foram encontradas. Mas os petro-dólares sim, podem apostar.

A ânsia de Bush em desestabilizar o Oriente Médio não surtiu muito efeito. Bin Laden continua enviando periodicamente seus vídeos, como um analista político caçoando da maior potência do mundo e de seus cidadãos-robôs. E os ameaçando, claro. O Iraque, este nem precisava de muito esforço para destruí-lo, visto que o próprio Saddam se encarregou da tarefa. A diferença é que os norte-americanos escolheram, por conta própria, terminar de afundar um barco que já estava afundando, mas não tiveram tempo de cair fora antes. Alguém duvida que os Estados Unidos perderam esta guerra?? Alguém duvida que o Iraque se tornou uma extensão de Guantánamo??

Talvez tivesse sido mais eficaz (e mais barato) para os americanos se estes tivessem arremessado calcinhas vermelhas e filmes eróticos em terras árabes. O impacto seria maior, e os resultados seriam outros, mais profundos e revolucionários, certamente.

Mas nem tudo são mísseis e bombas. A partir de 11 de setembro os estadunidenses entram em pânico até quando acaba a energia. O legado do medo e do terror, estes sim perdurarão por décadas, por gerações. Talvez a melhor prisão realmente seja aquela com 1000 janelas, e com certeza é nessa que eles estão encarcerados. Não que uma nação mereça acordar e ver aviões se chocando contra seus prédios. Mas eles plantaram, agora estão colhendo.
Leia Mais 22 críticas | Por Renan edit post

Esperança


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"Quem acredita, sempre alcança", já diria a bela música de Renato Russo e Flávio Venturini, Mais Uma Vez.
Uma vez que o primeiro post oficial do blog por Helena, o corta-fitas de inauguração, já fala em crise, calma: não somos os cavaleiros do Apocalipse. Aliás, nem sabemos quem somos...
A crise só tira empregos dos que mais necessitam,uma vez que não ouve-se falar de algum presidente ou diretor perdendo cargo... A regra é simples: o corte começa por baixo, e é assim que funciona, ou roda a roda do mundo, mas nada como a Roda Viva de Chico Buarque de Holanda... A crise é moda, dá assunto. Para as classes socialmente desfavorecidas - ou menos favorecidas, como preferirem -sempre houve dificuldade, ou a crise, com puro eufemismo. Sempre foi difícil pegar n ônibus lotados para trabalhar, e chegar exausto em casa, com os parafusos frouxos...
Onde tudo é crise, Obama é Deus, tirando centenas de bilhões para injetar na economia! Que dinheiro é esse? É o imposto, oras, que os proletários pagam com suor e dificuldade, mas pense pelo lado postivo, a economia será salva!
Em um país que já denfedeu o sistema do capitalismo na chamada Guerra Fria, o que mais se viu foi o oposto da ideologia do consumo: bancos e empresas privadas recorrendo ao Estado, que deveria ter a menor participação possível, já diria Adam Smith.
Desigualdade social? Não, vivemos no País de Todos. Gente passando fome? Ah, alguém tem que pagar pelo sistema...


Aos que ainda acreditam no comércio justo, por que não visitar e dar suporte ao programa Make Trade Fair, da instituição inglesa de caridade Oxfam?Alguém tem que se mover...




Saudações

Leia Mais 2 críticas | Por Dú Esperanco edit post

Primordial



O mundo anda mal. Ou melhor, o capitalismo.
Em plena crise econômica, no meio do "agora é cada um por si", surge uma forte indagação: seria o Capitalismo de fato um modelo adequado aos anseios humanos e à busca do equilíbrio e da igualdade social? Não é o que tem parecido nos últimos sete meses.
Não, não sou comunista. Apenas vejo, e acredito no que vejo, ao contrário de bilhões de indivíduos, que preferem se omitir e ignorar a existência dos problemas mundanos, muitos deles causados por nós mesmos e pelo tal capitalismo.
Vejamos nossa carga de culpa nos maiores desastres atuais. Aquecimento global? Nós. Destruição da camada de ozônio? Nós. Fome? Nós. Desigualdade? Nós. Crise? Nós. Má distribuição de água? Nós. Poluição dos rios, mares, e até espaço? Adivinha!
A verdade é que todos fogem da verdade. Mas nós não. E é por isso que esse blog foi criado, para debater questões atuais da existência humana.

E também para descontrair nas horas ociosas.
Aguardem.
Leia Mais 2 críticas | Por Helena edit post
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      Uma equipe de jovens que possuem a ambição de mudar o mundo, ou a maneira de lidar com ele. Somos os sem castelo. Revolucionários, trovadores, barrocos, românticos, clássicos, realistas, naturalistas, parnasianos, simbolistas, impressionistas, modernistas, e por aí vai. Você pode se perguntar quem somos nós, afinal. Bem, isso parece, mas não é uma pergunta ociosa. Somos apenas os que assinam os posts, com assuntos atuais que correspondem aos anseios e esperanças do momento em que vivemos, e nosso esforço é para - simplesmente - fazer desse blog um lugar onde você possa pensar em tudo que você não ouve ou vê por aí. Logo, aqui é o lugar de quem gosta de pensar. Saudações, e dê-nos o prazer de voltar sempre...

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