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.Quando todos os caminhos a seguir parecem confusos, quando a música do mundo para por um segundo, quando tentamos enxergar o aqui e o agora de maneira totalmente diferente, começamos a enxergar, ainda que de forma embaçada, a complexidade do gênio humano. Complexidade essa que pode ser notada até em um ato comum, como um abraço.
O ato de abraçar. Quem inventou o abraço? Seria algo inato nos seres vivos, mais especificamente, no homem? É um dos mais demonstrativos gestos de carinho, mas pode signicar muitas coisas.
Existem vários tipos de abraços, e todos somos capazes de sentir e reconhecer cada um deles. É incrível que nós próprios tenhamos criado um código para esse gesto e nós próprios o usamos, sem perceber, mas entendendo. Quem nunca recebeu um longo e reconfortante abraço de consolo? Ou quem sabe um rápido abraço para dizer "olá, seja bem-vindo". Ou talvez um abraço como um pedido de desculpas: melancólico, arrependido e reconciliador.
Há também aqueles que dizem:"muito obrigado!", ou "como você pôde me deixar com tantas saudades?!".
É realmente incrível, quando paramos para pensar nas coisas mais usuais, com as quais lidamos todos os dias, é que percebemos outras muito além. A nossa impressionante capacidade de nos comunicarmos de diversas maneiras, não apenas pela língua, mas pelo corpo e pela alma.
Abraços são como paradas no tempo, são locais, são únicos, são seus e meus. São falantes de uma língua, assim como nós mesmos: a [complexa, mas simples] língua universal dos corpos.